De “seguidora” a “líder mundial”: a transformação tecnológica da China nos esportes de inverno
14:16:30 2026-02-11
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Durante o ciclo dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, os esportes de gelo e neve da China estão passando por uma profunda transformação impulsionada pela ciência e pela tecnologia. Da modernização dos métodos de treinamento ao desenvolvimento de equipamentos, a ciência tornou-se o principal motor para elevar a competitividade internacional do país.
O Centro de Gestão de Esportes de Inverno da Administração Geral de Esporte da China passou a adotar tecnologias de captura de movimento com inteligência artificial (IA) para analisar, em tempo real, a postura aérea dos atletas, a velocidade de rotação e a estabilidade na aterrissagem. Com o uso do “sistema de reconstrução de movimento 3D”, a equipe de treinamento de Gu Ailing, campeã do Big Air feminino nos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing 2022, consegue manter desvios de rotação abaixo de 0,5 grau, reduzindo de forma significativa o risco de lesões.
Nas modalidades de inverno como o bobsled e o skeleton, equipes chinesas de pesquisa científica conseguiram superar desafios tecnológicos centrais, como o desenvolvimento de estruturas em fibra de carbono e defletores aerodinâmicos de baixa resistência do ar. Em comparação com equipamentos importados, o trenó de bobsled desenvolvido pela China Aerospace Science and Technology Corporation (CASC) apresentou um aumento de 3 km/h na velocidade máxima, contribuindo para melhores desempenhos dos atletas chineses nas competições internacionais de inverno, incluindo Milão-Cortina 2026.
A tecnologia também desempenha um papel central na saúde e na recuperação dos atletas. A delegação chinesa passou a contar com uma “plataforma inteligente de reabilitação esportiva” , capaz de monitorar, em tempo real, indicadores como frequência cardíaca, saturação de oxigênio e fadiga muscular. No processo de recuperação do joelho de Xu Mengtao, veterana atleta e campeã do esqui aéreo feminino nos Jogos de Inverno de Beijing 2022, foram aplicadas tecnologias de ponta, como órteses personalizadas produzidas por impressão 3D e ablação por plasma de baixa temperatura.
Com a consolidação de um sistema tecnológico próprio, que abrange o treinamento, o desenvolvimento de equipamentos e a reabilitação, a China completou sua transição e transformou-se de uma “seguidora” em um “líder mundial” em inovação tecnológica nos esportes de gelo e neve.
Fonte: CMG